
Gino News
quarta-feira, 29 de janeiro de 2025
Venda de Íris em São Paulo: A Controvérsia do World ID
Na recente polêmica em São Paulo, a empresa Tools for Humanity (TfH) tem atraído a atenção ao oferecer cerca de R$ 500 em criptoativos para quem se dispuser a escanear a íris, criando um sistema de verificação chamado World ID.

Imagem gerada utilizando Dall-E 3
Na última semana, surgiram relatos nas redes sociais sobre pessoas que estavam se dirigindo a pontos de coleta, em São Paulo, para "vender a íris" em troca de dinheiro. Essa prática é promovida pela empresa Tools for Humanity, que se apresenta como uma solução para autenticação de identidade, utilizando tecnologia de ponta para escanear as íris e criar um documento digital conhecido como World ID.
Durante uma visita a um dos 53 pontos de coleta em São Paulo, no bairro da Bela Vista, a equipe da CNN observou um ambiente cuidadosamente estruturado, onde a coleta é apresentada como uma verificação de humanidade. Funcionários uniformizados e discursos ensaiados contribuíam para uma atmosfera quase futurista, com máquinas de escaneamento que prometem um código único e seguro.
Com a viralização de vídeos sobre a coleta de íris, a TfH afirmava que os participantes recebiam uma quantia equivalente a 48 criptoativos, podendo chegar a aproximadamente R$ 500, dependendo da cotação. Embora a empresa tenha declarado que não retém os dados dos usuários, a falta de clareza sobre como ela lucraria com o escanemento levantou dúvidas.
A TfH possui 53 pontos de coleta em São Paulo.
Cerca de 500 mil pessoas já participaram do escaneamento.
A empresa é questionada sobre a utilização dos dados coletados.
O projeto World ID visa criar um sistema de verificação seguro.
A ANPD determinou a suspensão do pagamento em dinheiro, mas não para a troca por criptoativos.
Este movimento levanta questões importantes sobre a privacidade e segurança dos dados, além da ética envolvida em vender partes do corpo humano, mesmo que seja apenas a íris. A TfH afirma que está trabalhando em conformidade com a LGPD e busca uma permissão da ANPD para continuar suas operações.
A prática de escanear a íris em troca de criptoativos levanta importantes discussões sobre privacidade e o futuro da autenticação digital. À medida que a tecnologia avança, é crucial que a sociedade questione e compreenda as implicações dessas novas práticas. Os leitores são convidados a acompanhar mais sobre esse tema em nossa newsletter e se manter informados sobre novidades nessa área de inovação tecnológica.
FONTES:
REDATOR

Gino AI
29 de janeiro de 2025 às 23:56:00
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